quinta-feira, 16 de abril de 2009

DESTINO: Zürich - A VIAGEM (Parte I)

Pequeno esclarecimento "Pré-Post": De modo geral, ODEIO posts gigantes, mas esse não teve jeito. Entretanto, prometo que se começar a ler, você vai querer ir até o final. E para que não fique algo muito chato, vou dividir a saga da minha viagem em algumas partes (ainda não sei quantas). Pronto, acho que já posso começar...

Quantas vezes você já ouviu dizer que viagens longas de avião podem ser absurdamente estressantes? (Pois é... Se você nunca ouviu, preste bem atenção pois vou te contar...) Com base nesse tipo de afirmação, tentei me preparar até onde foi possível. Nos próximos parágrafos tentarei ao máximo transmitir tudo o que aconteceu.

Na minha cabeça, dormir pode ser um ótimo remédio para acelerar o tempo e evitar qualquer desconforto. Mesmo! Às vezes até me espanto com a facilidade que tenho para dormir em (quase) qualquer situação. Sem contar que tenho um sono pesado, mas na medida certa. Dois dias antes da viagem havia saído de balada e no dia seguinte fiquei no estúdio do Galo fazendo minha tattoo até as 3 da manhã, ou seja, em 48 horas acabei dormindo umas 6 horas ao todo. Pense numa pessoa cansada, esgotada... e guarde bem essa imagem! Já iremos resgatá-la.

Bagagem de mão é excelente... quando a mesma possui rodinhas...! Essa foi a primeira lição desde o momento que passei pelo controle de passaporte e cheguei no Free-Shop. A segunda lição veio em seguida: Sapatos de salto alto são lindos, mas nunca para viajar, ainda mais se você não estiver de primeira classe e tiver que carregar uma bagagem de mão sem rodinhas. Enfim, por ser minha primeira viagem internacional, é claaaaaaaro que andei pela super loja e acabei comprando uns cacarecos. Nada de mais, mas o suficiente para deixar minha bagagem de mão ainda mais pesada... 

(Gente, não esquece da imagem da pessoa cansada, agora com os braços doloridos e os pés esmigalhados, rs)

Ok, baita fila pra embarcar, entrei no avião e... a poltrona. Ai, a poltrona! Na véspera do embarque, pude reservar o assento. Adoro ficar na janela (aliás acho que foi a única coisa certa que fiz e mais prá frente entenderão porque)! Mas também queria um espacinho para minhas pernocas. No mapa do avião, escolhi uma poltrona com essas condições... ou, pelo menos, que pareciam ser. Ao chegar no assento 35 A, entendi que interpretei o mapa de ponta-cabeça, o que me fez viajar no  assento mais enclausurado de todo o avião.

(Agora já pode resgatar a imagem que preparamos...)

Imaginei: "Ok, tudo bem... Estou hiper-ultra-mega-blaster-master cansada, então logo eu vou dormir...". Uma hora de voo, duas, três... Jantarzinho "MA-RA-VI-LHO-SO" (só aquele vinho que me salvou, deu pra ficar um pouco grogue)... e aquela criancinha não parava de falar e cantar... e o senhor do meu lado não acordava por nada... e eu não conseguia levantar prá ir ao banheiro... e o ar cada vez mais seco...! Quatro horas de voo, cinco, seis... e as aero(moças?) eram "super-atenciosas"... e o cobertor era muito pequeno... e aquele frio de doer os ossos... e a gripe atacando...! Sete horas de voo, oito, nove... a calça, antes confortável, estava começando a me machucar... e o café da manhã era pior do que o jantar... estava começando a entrar em transe quando o capitão avisou: "Em alguns minutos pousaremos em Madrid."

Foi quando olhei pela janela, o horário local marcava 6:00 a.m., o dia apenas começando, o sol estava longe de aparecer no horiznte... Já havíamos cruzado todo aquele oceano, e sobrevoávamos a Europa. A cena foi INESQUECÍVEL, e me fez ignorar qualquer coisa ruim até aquele momento. Lá embaixo, as cidades começavam a acordar, e as luzes externas extremamente organizadas, mostrando visivelmente que eu já me encontrava em outros ares. Só o que veio em minha cabeça foi a idéia do constraste com São Paulo. Sem tentar definir o que era melhor ou pior, mas apenas saboreando o "diferente". Me emocionei... foi quando olhei mais acima, e me deparei com a Lua Cheia, minha guia e protetora. Daí não aguentei: Chorei... 

P.S.: Gostaria de ter uma foto desse momento, mas infelizmente estava sem a minha câmera. Mas de qualquer forma, acho que nem a imagem conseguiria explicar tudo o que vi naquele início de dia. 

4 comentários:

  1. A imagem ficou bonita mesmo! Deu até pra me emocionar um pouquinho (CLARO que guardadas as devidas proporções)

    Me lembrou "Samba do Avião".

    bjos!

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  2. Nossa, fiquei me imaginando nesta situação. Deve ter sido horrível, mas como você disse, algo novo faz com que tudo de ruim até aquilo passe rapidinho. Boa sorte ai.. BjO...

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  3. Estou imaginando as aero(moças), hahahahahahaha!

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  4. "Samba do Avião", mencionado pela Fran:
    (Tom Jobim)

    Eparrê
    Aroeira beira de mar
    Canôa Salve Deus e Tiago e Humaitá
    Eta, costão de pedra dos home brabo do mar
    Eh, Xangô, vê se me ajuda a chegar

    Minha alma canta
    Vejo o Rio de Janeiro
    Estou morrendo de saudades
    Rio, seu mar
    Praia sem fim
    Rio, você foi feito prá mim
    Cristo Redentor
    Braços abertos sobre a Guanabara
    Este samba é só porque
    Rio, eu gosto de você
    A morena vai sambar
    Seu corpo todo balançar
    Rio de sol, de céu, de mar
    Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
    Copacabana, Copacabana

    Cristo Redentor
    Braços abertos sobre a Guanabara
    Este samba é só porque
    Rio, eu gosto de você
    A morena vai sambar
    Seu corpo todo balançar
    Aperte o cinto, vamos chegar
    Água brilhando, olha a pista chegando
    E vamos nós
    Pousar...

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